Vivemos varias ditaduras, mas nenhuma afeta tanto as pessoas como a da beleza. Exagero? Não. Infelizmente não. Basta olhar para as adolescentes de hoje, e ver a obsessão de seguir uma aparência quase impossível. Depois da segunda guerra mundial, as mulheres com formas avantajadas deixaram de ser as preferidas e deram lugar as magrinhas. O problema é que de magrinhas, evoluímos para uma sociedade que cultua corpos macérrimos. Nunca antes os livros de dieta venderam tanto, nunca as nutricionistas lucraram tanto, as pessoas homens e mulheres se tornaram vitimas de um estereotipo: o culto a magreza excessiva. A saúde foi deixada de lado, e com isso surgiram meninas de doze anos ou menos, com doenças como anorexia e bulimia. Nessa ânsia de tentaram atender as expectativas tanto próprias quanto da sociedade as fizeram parar de comer, negando um instinto primário essencial a sobrevivência . Com o desespero atacam vorazmente a comida e como se tivessem um monstro dentro de si tentam, t ira-lo de qualquer maneira desde uso de laxantes ate indução de vômitos.
É absurdo como uma menina de IMC treze (o normal é dezoito) com os ossos aparecendo sobre a pele, possa se considerar gorda. Mas mesmo assim, elas continuam a não comer, e todos os dias milhares morrem tanto homens quanto mulheres. Vitimas da ditadura dos espelhos. Enquanto isso, passamos a cultuar corpos macérrimos alheios a tudo.